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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

O verdadeiro mal da velhice

Saber envelhecer é...
Outro dia estava eu navegando por águas calmas na internet quando absolutamente ao acaso dei de cara com a seguinte reflexão:

"O verdadeiro mal da velhice não é o enfraquecimento do corpo, é a indiferença da alma!"
( André Maurois / escritor francês 1885 - 1967 )

E fiquei pensando como em tão poucas palavras o autor soube de maneira incrível resumir o que para muitos é um tremendo tabú, ou seja, saber envelhecer!

Assim, por exemplo, muitas celebridades entraram e saíram da história  sem o conhecimento desse outro lado da vida, um lado mais humano, mais fraterno e muito mais interessante. Perderam-se no tempo em busca de objetivos egocêntricos e esqueceram de algo muito simples: alimentar a própria alma. Ao contrário, preocuparam-se apenas com as rugas.

E alimentar a alma não é algo complexo e que necessite de grandes meditações transcendentais ou algo parecido. Alimentar a alma é não ser indiferente com a mesma, ou seja, é ter um momento para escutar uma boa música, procurar sempre fazer o bem sem esperar recompensas, envolver-se em trabalhos voluntários, ser atencioso com as pessoas, ofertar sempre que possível uma palavra amiga, contemplar as belezas da fauna e flora que nos cercam, respirar e poder sentir o ar avivando o organismo, admirar os desenhos no céu assim como faz a amiga Chica e nós seus leitores em seu blog, etc.

Dessa forma, quando estivermos bem velhinhos e frágeis, saberemos que tudo valeu a pena! Daremos risada das nossas próprias "videocassetadas", nos emocionaremos ao lembrarmos dos nossos momentos mais intensos e estaremos felizes e agradecidos por não sermos indiferentes com a própria alma, vivendo intensamente.



12 comentários:

  1. E cumprir sonhos de toda uma vida, como eu que nunca pude estudar e o estou fazendo agora com 67 anos. E escrever o que a minha imaginação dita mesmo que os meus escritos nunca passem do blogue para um livro.
    Um abraço e uma boa semana
    http://6feira.blogspot.pt/

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    1. Ola Elvira! Com certeza esses aspectos também!

      Abraço.

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  2. Que legal teu texto e é bem assim.Não podemos ficar velhos caquéticos, arrastando chinelas pela casa, ranzinzando, reclamando da vida! Vamos viver e dar graças enquanto estivermos bem! Valos olhar tanto de bonito podemos ver e fazer! Adorei o carinho aqui.,Obrigadão e olhar os céus faz parte do meu dia! Não passo sem isso! Hoje ainda não tinha podido vê-lo. Fui agorinha e chovia. Já fiz vídeo, já está no Instagram, e assim vamos que vamos. Se parar, enferrujamos!!! abração,chica

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    1. Olá Chica! De fato não podemos mesmo parar! E ferrugem doi! kkkkkkkkkkk.........

      Abraço.

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  3. Olá, Flávio
    o pensador e orador Cícero "apontava" para um paradoxo da humanidade: "Todos os homens desejam alcançar a velhice, mas ao ficarem velhos se lamentam”,e hoje, mais ainda,porque a velhice representa o oposto ao ideal corporal do poder, desejado pela sociedade capitalista e vendido pela indústria da beleza...o mais importante, além de não ser indiferente com a alma , é poder e saber curtir a vida e desfrutar todas as suas fases da melhor maneira possível... enfim, compadecer à forma de viver , de forma poética, olhando o céu azul e outros bálsamos para nutrir a nossa alma...e se ainda se incomodar com as mudanças que denunciam a passagem do tempo, o desafio é amenizá-las sem adquirir uma aparência artificial...
    Obrigado pelo carinho, bela semana,abraços!

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    1. Olá Felis,

      Bem observado o paradoxo meu amigo! Um grande abraço.

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  4. Olá, Flávio.
    Ótima reflexão; para crescermos, seja no sentido literal, figurado, ou ambos. temos de aprender com cada rasteira e contratempo que aparece r na nossa frente, queiramos ou não.
    Pode-se dizer que existem então dois tipos de idosos: os que se deixam endurecer pelos vicissitudes e aqueles que usam as experiências boas ou más para aprender e tentar não repetir os erros.
    E, além disso, creio que o segredo de uma maturidade feliz é jamais esquecer de como é ver o mundo pelos olhos de uma criança.
    Obrigado pela visita, Flávio, boa semana e um abraço.

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    1. Olá Jacques,
      Bem observado! É por isso que não deixo morrer dentro de mim a criança do meu ser.

      Abraço.

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  5. Creio que as pessoas amadas e que sabem amar, envelhecem com tranquilidade. Há objetivos maiores em suas vidas, que manter um corpo e um rosto aparentando uma juventude que se foi. Tenho como o maior mal da velhice a solidão e o abandono. Por mais que se alimente a alma com momentos belos, nada substitui o contato humano prazeroso e desejado. Abraço.

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    1. Olá Marilene,
      Claro, por isso disse no texto sobre "dar atenção ao próximo", ou seja, exatamente esse contato prazeroso e desejado que citou.

      Abraço.

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  6. Olá,Flávio
    Sempre me preocupei com o envelhecer.Via meu avô bem velhinho que nos dizia "Vovô logo,logo se vai..."E ficava pensando:"Vai para onde?"E um dia,ele se foi.A partir daquele dia associei a velhice com "o ir embora"!Mas,cada vez que eu amadurecia ,lia sobre a morte,sobre a vida após ela,fui tratando de esquecer as preocupações e tratando de valorizar a juventude e de aproveitar o máximo que posso.Só guardo um pensamento sobre isso:"SEMPRE É TEMPO DE SER FELIZ!"

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    1. Olá Mari,
      Sempre é tempo MESMO de ser feliz! Tens toda razão!

      Abraço.

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